• Pr. Luiz Stifft

Os sete passos da queda do homem


“Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” Gênesis 3: 5

Existem muitas idéias e filosofias a respeito do bem e do mal e da própria condição humana e suas atitudes.

O homem alienado de Deus, carente de restauração, reconciliação e salvação é colocado pela teologia como tendo uma condição moral e espiritual que o separa da natureza pertinentes ao caráter Divino e conseqüentemente da própria vida de Deus em si.

A Palavra de Deus oferece uma situação peculiar de esperança para o homem caído. O homem caiu, mas Deus não o abandonou. A missão de Cristo no mundo é de reverter o quadro de queda e assim o homem deformado é transformado para novamente ter a imagem e semelhança do criador. Em Gênesis 1:26 detém esta declaração Divina: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança...”

Quando Pedro em sua segunda epístola tem a revelação do projeto do Senhor, ele declara: “Visto como o seu Divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude, pelas quais Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza Divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo.” 2ª Pedro 1: 3 e 4.

É importante falarmos sobre o que produziu a queda e identificar este caminho.

O primeiro passo no caminho da tentação é que a fonte ou origem da tentação não é casual. A fonte é inteligente, racional e tem um propósito elaborado que é tirar o homem do propósito, cobertura de Deus e de sua proteção que vem com a autoridade Divina.

O segundo passo no caminho da tentação é que a fonte da tentação, racionalmente, contradiz a ordem Divina, procurando anulá-la por raciocínios falazes. Esta fonte, mentirosa e sutil, não trás benefícios ao homem, embora finja fazê-lo. Um Deus de bondade poderia negar algo bom para o homem? A bondade de Deus é posta a prova. Muitas vezes é falado: “busque a sua felicidade, você tem este direito, não se restrinja ao que Deus falou.”

O terceiro passo no caminho da tentação é que a mulher não havia entendido mal a orientação do Senhor, inclusive repetiu esta orientação. Por muitas vezes as pessoas caem em tentação tendo o conhecimento da vontade de Deus, sabendo que aquilo é errado.

A serpente não pareceu repulsiva a mulher, o pecado não parece repulsivo aos homens, muitas vezes parece ser aprazível, o engano está nas conseqüências do pecado que não mostra os resultados como são. Assim os tentados se permitem assumirem o risco da queda, sem medir a maldição advinda da mesma, na sua vida e de outros.

O quarto passo no caminho da tentação mostra que a mulher acrescentou a orientação de não comer daquele fruto a afirmação “nem tocareis nele”. Por vezes o conteúdo da orientação Divina é aumentado ou diminuído para que fique conveniente a situações ou mesmo por entusiasmo. O exemplo dos fariseus que adicionavam a Palavra regras, tornando a obediência um peso difícil de suportar. A verdade é que não podemos alterar o conteúdo da mesma, pois tem a exata posição e direção do Senhor para nós. Fazendo isto ficamos a mercê de circunstâncias que produzem males.

Considere a indução: “se já foi mudado um pouco da Palavra, não tem importância de alterar mais um pouquinho”.

O quinto passo no caminho da tentação é a contradição aberta da Palavra de Deus, como no Édem “certamente não morrereis”, instigando assim uma dúvida fatal na mente da pessoa tentada e provoca a rebelião contra a autoridade do Senhor.

O sexto passo no caminho da tentação é quando o inimigo diz uma verdade com uma distorção, ou usa uma verdade com uma distorção, tipo “porque Deus sabe”. A verdade pode ser usada de forma errônea. Comer do fruto abriria os olhos de Adão e Eva, isto parece boa coisa. O conhecimento é bom quando aplicado corretamente. Não basta fazer a coisa certa, tem que fazer do modo certo. No caso de Adão e Eva o conhecimento seria obtido aparentemente com um bom propósito, mas no fim resultou em morte espiritual.

O sétimo passo no caminho da tentação é a concupiscência dos olhos. A coisa desejada parecia boa, o fruto pareceu desejável saboroso, mas continha em si mesmo a morte. Entram aqui os prazeres da carne, os desejos que alimentam a tentação. O engano leva o maior engano, a tentação que veio de fora agora ganha um aliado interior. A mulher disse a si mesmo que o desejo era bom e que deveria ser satisfeito.

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